Atualizado: 17 de mai. de 2021

Os Beatles criaram uma das obras mais universais da música pop do século XX. Daqui a 100 anos, os versos e as melodias do quarteto continuarão reverberando e influenciando gerações. No Brasil, a máxima também vale e não é lá uma grande novidade ver bandas que misturam as canções de Ringo, Paul, John e George com os mais diversos gêneros. Tem Beatles com tudo: samba, blues, bossa nova, carnaval, choro, jazz, música para crianças e forró. Quando o compositor Rafael Beibi, beatlemaníaco e forrozeiro ardoroso, decidiu, lá em 2013, unir suas duas paixões, ele sabia que esse casamento por si só não traria nada de novo.

A solução foi buscar inspiração nas paisagens e na poesia da literatura de cordel. “Eu não queria juntar por juntar, queria criar um universo para no qual esse som se materializasse. Beatles sempre me levou para esse lugar da fantasia, e a literatura de cordel também. Aí veio a ideia desse personagem, o Seu Quité, para amarrar a história”, ele explica. É essa história, costurada por rimas, acordes e uma narrativa teatral, que o Beatles Cordel conta no álbum homônimo que chega às plataformas digitais nesta sexta-feira (14).


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Gravado nos últimos dias de dezembro, “Beatles Cordel”, que teve de ser adaptado para o disco ganhar dinamismo, já que o show é bem mais longo, vale ser ouvido várias vezes. Para Rafael Beibi, criar releituras para clássicos dos Beatles foi prazeroso e divertido. Segundo o compositor, o trabalho é, sobretudo, “uma grande celebração da cultura nordestina e brasileira”.

O álbum tem o mérito de não apostar em malabarismos: mantém a estrutura original das músicas e não descaracteriza o som dos Beatles ao mesmo tempo em que marca um golaço ao injetar poesia, sotaque e cordel em uma obra que mora pelos quatros cantos do mundo e agora chega também ao sertão brasileiro. Leia a matéria completa em: https://www.otempo.com.br/diversao/beatles-cordel-coloca-um-submarino-amarelo-no-meio-do-sertao-brasileiro-1.2485061